sexta-feira, 28 de maio de 2010

Prefeito tira placas de publicidade onde praticava promoção pessoal

Reportagem exclusiva do Jornal de Vinhedo denunciou, há alguns dias, a existência de pelo menos duas placas na cidade promovendo, em particular, o prefeito Milton Serafim. O material, para informar dados de obras empreendidas pela administração, traziam a assinatura do prefeito, com seu nome e sobrenome.
A prática infringe o artigo 37 - parágrafo 1º da Constituição Federal, que diz: "a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos".
Pois é. Como a administração de Serafim carece de alinhamento com as leis, as placas de publicidade, pagas com dinheiro do contribuinte, estavam a favor pessoal do prefeito. Mas o material foi retirado após a veiculação da reportagem do JV. Talvez por medo de MAIS complicações.
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Foto de uma das placas pode ser conferida no link: http://www.jornaldevinhedo.com.br/interna.php?idc=8,1,3854 .

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Insegurança na cidade atinge o próprio diretor da Pasta

A ação de meliantes em Vinhedo não deixa escapar quase nada. Esta semana, até o patrimônio público acabou em prejuízo, segundo boletim de ocorrência registrado pela Delegacia de Polícia local.
Um VW Gol, utilizado justamente pelo Diretor da Secretaria de (In)Segurança, Mariano Tola, fora furtado. Dentro do veículo, estariam, inclusive, documentos de Tola.
O furto é justamente o que o prefeito Serafim e seu falastrão secretário, Toninho, não gostariam que acontecesse de jeito maneira. A dupla, conhecida pelo característico 'bla bla bla', adora bradar ao vento que a segurança no município melhorou.
Pois é. É como este Blog sempre afirmou. O "pitbull" anunciado pelo prefeito quando da divulgação do secretariado parece ter virado um "poodle", dos mais mansos.
É uma pena que o patrimônio público tenha sido sacrificado para ilustrar a realidade da (in)segurança de Vinhedo. Está aí um bom tema para reflexão nas próximas reuniões do CONSEG: a ousadia dos bandidos da cidade.
Aliás, como tem bandido nesta cidade. De todo nível, viu...

terça-feira, 16 de março de 2010

SANEBAVI "disfarça" aprovação da filha do Cahum em concurso

A desconfiança de munícipes em torno do concurso para preenchimento de cargos na Sanebavi (Saneamento Básico de Vinhedo) deve se intensificar. Isto porque no "edital de publicação de resultado final", divulgado pela autarquia, aparece como aprovada para o cargo de Advogada, Viviane Cahum Nery, filha do secretário de administração e amigo pessoal de Milton Serafim, José Pedro Cahum.

A aprovação, em si, não gera nenhuma desconfiança. Apesar do parentesco próximo com figura de primeiro escalão do governo, a competência da moça e o estudo da mesma para o processo seletivo não merecem questionamentos.

Questiona-se, sim, o fato de a Sanebavi ter tentado "disfarçar" ou "esconder" a aprovação da filha do secretário.

O nome de Viviane é relativamente pequeno (Viviane Cahum Nery), se comparado a nomes como Glaucia Regina Teixeira da Silva; Eliana Israela Teixeira de Moraes, dentre outros, que estavam bem próximos na lista de classificação.

Mesmo assim (e sabe-se lá por que), a Sanebavi abreviou o segundo nome da aprovada, justamente o sobrenome pelo qual seu pai é chamado: CAHUM.

Até em uma aprovação técnica de concurso que, pelo fato, em si, não se era para gerar nenhuma especulação, o governo Milton Serafim / Jaime Cruz consegue se aproximar de suspeitas.

Se Viviane fora aprovada apenas pela sua competência técnica (e isso, ressalte-se, este BLOG não questiona), por que, então, a SANEBAVI, comandada pelo CANJICA, primo do prefeito, quis 'disfarçar' seu sobrenome? Por que? Por que?

Link que traz a relação de notas dos candidatos:

sexta-feira, 5 de março de 2010

Jaime Cruz e o preço da hierarquia

O secretário de Educação, Jaime Cruz, tenta se esquivar da responsabilidade pelo "esquecimento" de criança em escola da cidade. É como diz o ditado já citado na repercussão do caso: "a corda sempre estoura para o lado mais fraco". No caso, o afastamento da monitora.

Ocorre que, ao assumir uma função pública de liderança, o cidadão toma ciência das responsabilidades e responde integralmente por seus subordinados. Um caso gravíssimo como este demonstra a ingerência, falta de gestão, falta de comando e absoluta desconectividade no trabalho desenvolvido pela Educação.

Fosse este o primeiro "escândalo" da pasta, talvez tivesse Jaime Cruz a prerrogativa de tentar se afastar, ileso, do caso. Mas para um secretário que deixou as pombas defecando sobre a cabeça dos estudantes, ao trocar o forro de uma escola no período de aulas, o grande medo da população, agora, fica: qual será a 'dosagem' do próximo episódio?

Lamentável. Esta, com certeza, é a CIDADE QUE NÃO QUEREMOS.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Base de Milton na Câmara reprova as contas de Kalu Donato

A base governista do prefeito Milton Serafim, na Câmara de Vinhedo, formada pelos vereadores Geraldo Fróis - Cidinho (PTB), Adriano Corazzari (PSB), Márcio Melle (PSB), Donizete Lopes (PTB), Ana Genezini (PTB) e Júnior Vendemiatti (PPS), este último irmão da secretária Claudinéia Vendemiatti, de Promoção Social, seguindo recomendação do TC, reprovou as contas de Kalu Donato referentes ao ano de 2007.
O Tribunal de Contas reprovou as contas por entender que, no referido ano, a administração de Kalu Donato não investiu os 25% previstos pela Constituição na área de Educação. Agora, caso deseje reverter a decisão, o ex-prefeito terá de recorrer à Justiça.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Um tapa na dignidade...

CADÊ A VERDADE, VEREADOR JÚNIOR VENDEMIATTI? - perguntara MILTON SERAFIM, há algum tempo. Hoje, ambos são aliados políticos. Mais um episódio da orgia político partidária comum no Brasil. Infelizmente.
A classe política está cada vez mais desgastada no país. O povo assiste, a cada dia, a novos episódios de escândalo, tramóias e escusas articulações nos bastidores do poder. O desinteresse pela política, por parte da população, é fruto da podridão do meio, e serve para tornar os principais personagens desta lambança ainda mais ‘intocáveis’ e ‘inacessíveis’.
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Dignidade, bom senso e vergonha na cara são adjetivos que, nas famílias de bem e estruturadas, são passados de pais para filhos. Diga-se de passagem, estão cada vez mais escassos na política.
Políticos corruptos, safados e fingidos desenvolvem, com o tempo, habilidades de coerção popular repletas de técnicas, que estão sendo sempre aprimoradas. Habitualmente, têm boa oratória; falam em demasia o nome de Deus; criam inimigos fictícios e mantêm, regado a muito dinheiro público, um exército de aduladores e defensores que subestimam a própria inteligência em subserviência ao paraninfo econômico.
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Dois episódios, de distintas proporções, merecem um especial chamado. Primeiro, o caso do governador Arruda. O castelo de areia construído sobre a confiança na impunidade imperativa no país ruiu, levando para a cadeia, pela primeira vez na história, um governador de estado. As razões são semelhantes àquelas que também mandaram à prisão o atual prefeito de Vinhedo, Milton Serafim.
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Outro episódio é o flerte antigo do vereador Júnior Vendemiatti (PPS) com o próprio Milton Serafim (PTB), que resultou em ‘namoro’, ‘casamento’ e até ‘lua de mel’ em badaladas cidades. Como político, Vendemiatti tem total e absoluta liberdade para integrar o grupo que melhor lhe encaixar, dentro de um parâmetro ideológico e doutrinário.
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Como pessoa, Júnior traiu à imagem de sua consciência; consciência que, pelo menos, tentava transparecer ter. Não traiu porque abandonou o colorido partidário de Kalu Donato para adentrar às fileiras de Serafim. Traiu porque chamou o senhor Milton Álvaro Serafim, de 60 anos, de “Hugo Chavez”, de ditador e de outros adjetivos; agora, com a indicação de sua irmã, Claudinéia Vendemiatti, à secretaria de Promoção Social, curiosamente passou a votar a favor da base governista no Parlamento, e a ser favorável às ações do governo.
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Senhor Júnior Vendemiatti, seja feliz em suas novas convicções. Se Vossa Excelência deseja deixar um legado aos correligionários, aos seus descendentes, saiba que eles provavelmente saberão que: como vereador, levastes para o plano familiar um entrave político com Márcio Melle; apresentastes comportamento e opiniões com “data de validade” que expiram de acordo com suas conveniências; aceitastes, ao ‘pular’ à base governista, a acusação feita por Melle de que desejaria um “encontro a sós” com o prefeito.
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Vou além: se Vossa Excelência quiser demonstrar, ainda, estar “pegando o jeito” desta nova maneira de fazer política ao qual estás adentrando, vá aos meios de comunicação e clame pelo nome de Deus. Faça ecoar alto suas filiações religiosas e tome isso como “manto de proteção” às consequências que virão, derivadas de suas decisões.
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Ande de cabeça erguida pelas ruas, e faça questão de cumprimentar cada cidadão que se solidarizou com Vossa Excelência quando o prefeito Milton Serafim, em carta aberta, o atacou, dentre outras coisas, taxando-o de “moleque”. Estes cidadãos, afinal, não hesitarão em lhe levantar a mão. Hoje, passados os meses necessários para o cumprimento do dito popular “o tempo é o senhor do destino”, estes sabem que, do alto de seus erros, Serafim estava certo: és um moleque. Aceitastes a pencha de moleque ao afileirar-se ao prefeito.
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Repito: seja feliz! Afinal, a própria Bíblia enfatiza que o joio deve ser, sempre, bem separado do trigo. O tapa que destes na dignidade ficará para sempre registrado na história da política vinhedense. Apesar que isto não lhe importa.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Enfim, as mudanças...

A substituição de Mário Pazinatto já era esperada no meio político. Ano passado, após uma reunião da Câmara, indaguei de José Luiz Bernegossi se este seria o novo chefe da Pasta Governo, e ele despistou.
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O fato é que Pazinatto, com toda sua formalidade, não agradou aos demais secretários, não convenceu à base aliada na Câmara e, pelas costas, era constantemente criticado pelos correligionários do prefeito.
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A nomeação de Claudinéia Vendemiatti à Promoção Social, como adiantou o Jornal de Vinhedo on-line, não é surpresa: primeiro, pela competência e experiência da nova titular; segundo, porque ela é irmã do vereador Júnior Vendemiatti, que dentre outros adjetivos, taxou de "Hugo Chaves" o prefeito Serafim, também no ano passado.
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Aí comentam: "como o mundo dá voltas". Pois é. Algumas, porém, previamente manjadas. E o PV vai dominando o governo e se esquivando de uma premissa básica do Verde: cuidar do meio ambiente e planejar o crescimento para evitar a sua degradação. Parece simples. Mas não é.