quinta-feira, 20 de novembro de 2008

ARTICULAÇÕES PELA PRESIDÊNCIA

Em uma reunião logo após a sua vitória, Milton Serafim fez uma análise a aliados sobre a composição da nova Câmara. Segundo um interlocutor, o prefeito eleito teria externado que o presidente do Legislativo deve ser da oposição, para que seu grupo pudesse ser maioria nas votações, já que o presidente só vota em caso de empate.
Mas as pretensões de um empresário influente da cidade podem atravessar os planos de Milton. Há articulações, dentre os eleitos, para que o candidato apoiado pelo empresário nas eleições seja escolhido o presidente do Legislativo. Ganha um doce quem acertar o nome do vereador eleito cotado à presidência.

FESTA DA UVA TERCEIRIZADA

Uma das propostas que está na pauta do governo de Milton Serafim, mas que não foi comentada na reunião da Aevi, onde o prefeito eleito falou de seus projetos, é a terceirização da organização da Festa da Uva 2009.
Na semana passada, um ‘influente’ do próximo governo, cotado para ser o secretário de Governo, esteve na Secretaria de Cultura, onde tomou informações sobre a Festa e solicitou que a atual gestão não tomasse nenhuma iniciativa quanto ao evento do próximo ano. É esperar para ver!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

“Guarda não tem que gostar de nada”

Durante seu pronunciamento na reunião da Aevi (Associação dos Empresários de Vinhedo), o prefeito Milton Serafim disse, ao falar sobre a segurança. “Foram reformadas as guaritas da cidade, mas elas ficam vazias. Disseram que é porque os guardas não gostam de ficar lá. Guarda não tem que gostar de nada. Tem que fazer o que deve ser feito. Ele ganha para isto”.
O prefeito eleito pode ter sua linha de raciocínio, e defendê-la como quiser. Mas que soa no mínimo contraditório com o que ele chama de “valorização do servidor”, e apontou como uma de suas propostas, não resta dúvida. Se um guarda, enquanto servidor, “não tem que gostar de nada”, é desnecessário, então, construir a ‘Escola do Servidor’, que ele também anunciou. O reconhecimento ‘humano’ é mais importante do que o ‘concreto’.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

"Pauta quente"


A sessão de amanhã da Câmara de Vinhedo, ao contrário dos últimos encontros, está com uma pauta extensa. Serão votadas 49 propostas de emenda à Lei Orgânica, além de 5 projetos de Decreto Legislativo e um projeto de resolução.
Dentre as matérias, estão duas propostas de alteração à Lei Orgânica, que deverão causar polêmica. Com o intuito de “revogar o parágrafo único e incisos do artigo 14”, que estabelecem o número de vereadores na cidade, as propostas precisariam de ‘maioria qualificada’ (sete vereadores) para aprovação.
O que ocorre, entretanto, é que há um grupo que vem trabalhando nos bastidores do Parlamento para “sufocar” tais propostas, já que a Lei Orgânica do município estabelece o número de 17 parlamentares, e, neste cenário, diversos candidatos derrotados nas eleições de outubro garantiriam sua vaga.
Trata-se de um caso complexo, uma vez que o cartório eleitoral precisaria refazer o cálculo de coeficiente eleitoral, desta vez, baseando-se em 17 vagas (e não em 10). Com isto, entrariam: Claudete Palaro (PP), Paulino Pires (PR), Cidinha (PPS), Sônia Iodes (PT), Cássio Capovilla (PV), Mariano Tola (PTB) e Kátia Tramontano (PT).
A assessoria da Câmara já confirmou, através de pauta enviada, que as propostas de emenda serão votadas na reunião de amanhã. Deverão votar contra: Kátia, Paulino, Gil Lorenzon, Sônia Iodes, Cássio Capovilla e Izael Viel, além do presidente Carlinhos Paffaro, em caso de empate. Com isto, a possibilidade de a cidade ter 17 vereadores ano que vem continuará a ser “gestada” nos bastidores políticos.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

APRENDIZ DE LEGISLATIVO

Na tarde desta quarta-feira, o vereador eleito Cidinho (PTB) chegou à Câmara acompanhado da colega de partido e vereadora reeleita, Ana Genezini, que estava com seu esposo, ex-vereador e ex-presidente do Legislativo, Osvaldo Cain.
Depois de cumprimentar alguns populares à frente da Câmara, Cidinho seguiu com Ana e Osvaldo para o gabinete da parlamentar. Indagado se já estaria se ambientando à rotina do Parlamento, o petebista se mostrou bastante interessado.
“Estou vindo aqui aprender. E olha, estou com excelentes professores. O Osvaldo foi um grande vereador, assim como é a Ana Genezini, reeleita com grande número de votos. Estou bem de professores”, comentou Cidinho, que chegou a ser cogitado para assumir a secretaria de Esportes, fato que desmentiu.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Casamento anunciado

Ainda falando de PSDB, um documento anterior à eleição definiu que, após o pleito, Dario Pacheco deixaria a presidência da legenda para o vereador Gil Lorenzon (PSDB), não reeleito.
Entretanto, em entrevista à jornalista Nathalia Segatto, o médico reconsiderou o que oficializou no documento, e, ao que se entendeu, irá buscar meios de anular o contrato, tentando continuar no comando do partido.
Na sessão de ontem, na Câmara, o ex-vice de Dario, Danilo Ferraz (PSC), parabenizou Gil Lorenzon (PSDB) colocando-o já como presidente, ignorando a briga interna. Gil, mais cauteloso, apenas ‘decifrou’ a situação no interior da legenda aos presentes.
Lorenzon, que foi um dos mentores da aliança de Pacheco com Ferraz, na formação de uma chapa majoritária que representasse a “terceira via”, voltou a ‘acariciar’ o colega, também não reeleito: “Vossa Excelência é PSDB de coração”.
O flerte deu certo, e Danilo correspondeu: “com certeza, se o PSDB tomar novos rumos sob seu comando, são grandes as chances de eu me filiar à legenda”.
Isto sim que é noivado sem namoro. Casamento anunciado. Mas, como antes do “declaro-vos marido e mulher” há o “se há algum impedimento”, é melhor esperar.
Esperar e ver se realmente Dario irá “largar o osso” e se a ida de Danilo Ferraz para a secretaria de Indústria e Comércio, como contrapartida ao apoio ao prefeito eleito Milton Serafim (PTB), não passa de especulação. Só o tempo dirá.

PSDB: quem é o errado?

A participação do PSDB nas eleições que se passaram começou em grande estilo. Tive a oportunidade de, logo na primeira semana do período eleitoral, visitar os comitês das cinco frentes que concorreram à Prefeitura. E, naquele momento, os tucanos se mostravam mais organizados, direcionados e preparados para o pleito.
O consenso durou pouco. O racha interno eclodiu com a desistência do vice Danilo Ferraz (PSC) na chapa majoritária encabeçada pelo médio Dario Pacheco (PSDB). Na ocasião, ambos os lados preferiram não polemizar, e limitaram-se à ignorância do lado alheio.
Mas, pouco tempo depois, vários outros tucanos deixaram o habitat, migrando para o lado do atual prefeito, Kalu Donato (PR), não reeleito. A migração expôs feridas internas na tradicional legenda, lançando questionamentos no meio político que, até hoje, estão sem respostas.
Uma delas: se vários tucanos resolveram deixar a candidatura do partido, quem seriam os errados? Os caciques do PSDB ou os ‘desertores’?
Outra importante: o presidente, Dario Pacheco, está mais ligado à área profissional médica do que à política, em si. Teria, então, faltado habilidade em meio ao processo eleitoral?
E, por fim, como perguntar não ofende: de onde vieram as “interferências” que resultaram no racha interno no PSDB?
A estas indagações, ainda hoje, podem não existir respostas. Mas evidências há de sobra.