Sucessor para que? O Milton já demonstrou que ELE é que gosta de governar a cidade, e é por esta razão que "não deixa os secretários aparecerem". Afinal, pensa: "alguém fazendo política nas minhas costas?". Jamais! É orgulho demais para admitir isto.
Na campanha do Ivan, foi assim. Mostram os registros de vídeo que nos comícios, Milton falava mais em "tom de despedida", engrandecendo suas obras e deixando o caminho aberto para voltar, caso fosse conveniente (ou necessário) no futuro - COMO ACONTECEU - do que pedindo votos para o Ivan Durante, propriamente.
Para o Milton, era (e foi) mais vantajoso o Kalu realmente ter ganho. Ele aliou-se a grupos mesquinhos, mercenários e clandestinos de difamação barata, deslavada e que escondem-se sob a plaqueta do pseudo-jornalismo para tentar taxar de ladrão um cidadão que sequer processo julgado tenha.
Assim, Milton pôde voltar ao poder, bem ao seu estilo: batendo no peito, rezando o Pai Nosso e "fazendo política enquanto os secretários trabalham".
O medo dos secretários é tamanho que beira o ridículo. Nos eventos, todos preocupam-se mais em bajular o prefeito do que atender à população presente, com raras exceções. (Isto, secretários: TEMOS EXCEÇÕES e os próprios, assim como o povo, sabe quem são).
Talvez por já conhecer o "jeito Milton" e, claro, também por não ser bobo, é que Jaime Cruz faz, sim, o jogo do governo. Porém, sua carreira solo está mais afinada do que parece, e já começa a incomodar gente da Câmara Municipal que integra a chamada "base aliada".
Dos corredores do poder, os boatos dão conta de que da sala do chefe, as palavras ouvidas são "demos corda ao menino. Se passar dos limites, a gente dá uma puxadinha".
Boa sorte, Jaime. Porque se estiver esperando ser um sucessor natural do prefeito, melhor marcar um cafezinho com o Ivan Durante. Ele tem bastante história para contar, e vocês poderão, inclusive, trocar algumas experiências sobre Educação.